Há um homem. Ele me odeia. Ele me ama, me amava. Eu também o amo, amo desde que nos conhecemos em Piauí. Ele tem nome húngaro, chama-se Péter Esterházy. Me conta de uma mulher, de várias mulheres - ou, talvez, sequer exista uma mulher: eu o odeio.
"Há uma mulher. Ela me ama. Eu pergunto se ela me ama. Por que me amaria? Porque foi o que combinamos. Que eu te amaria? Isso? Isso. Hoje? Hoje também, é claro, sempre, às onze e meia, em janeiro, na virada do milênio, sempre... há dia de folga? Está bem... Em que dia você pensou?Talvez... talvez na quarta. Por que na quarta? Porque hoje é quinta-feira. Muito gentil."
Nenhum comentário:
Postar um comentário