Sobre aquilo que é pós-escrito

Sim, escrevo-te tudo o que eu queria dizer e mesmo assim sempre há um maldito PS. Às vezes ele está lá, escancarado no final do texto, como deveria ser. Afinal, essa é a abreviatura de post-scriptum – e até aí nenhuma novidade. O que você não sabe é que certas vezes dou um jeito de inseri-los no meio do texto: ora em alguma frase reescrita, noutras infiltrado entre hífens e parênteses – ou, até mesmo, nas entrelinhas. Na verdade, acho que você sempre sabe aonde eles estão. Sabe também que não são mera estratégia retórica (eu não preciso disto, preciso?) ou um simples “ah,antesqueeumeesqueça” (eles tem um significado maior que simples lapsos de memória, não?). Além disso, meu caro, eles não servem para sugerir que sempre há algo a mais a ser dito, para isso existem as reticências. Ainda assim, podem ser prepotentes, pois talvez sirvam para indicar que há algo mais naquilo que aparentemente está sendo dito, entende?

PS: isto não é uma provocação.
PPS: isto sim é uma provocação.

Da frieza alheia



- Palavras foram inventadas para descrever mulheres como você.

- Como, por exemplo?

- Impiedosa... E... Inacessível.

- Você me acha fria então, é isso?

- Não, de maneira alguma. Na verdade, eu te acho formidável.

(...)

- Sabe, eu não consigo decidir se você me odeia ou se você é a primeira pessoa que realmente me entendeu.

- Eu não te odeio.

Moustache e afins

Pode ser um suntuoso bigode, uma barba soberba ou mesmo um cavanhaque bem desenhado. Tenho certeza que um deles deve ficar bem em você. Contudo, alerto: possuir pêlos adornando o rosto pode ser apropriado para a pose, meu caro, mas não é isto que faz de ti um intelectual.

Just kids

"Olhamos para nossas mãos dadas. Respiramos fundo, aceitando nossa cumplicidade, não no roubo, mas na destruição de uma obra de arte.
Pelo menos eles não a terão nunca, ele disse.
Quem são eles?
Qualquer pessoa além de nós dois, respondeu."