
Persona

No jogo da academia

Há uma ideia. Eventualmente, até um bosquejo e um sentido. Entretanto, no começo é apenas um mero aglomerado de palavras, frases e citações. Aos poucos vai tomando corpo: somam-se parágrafos, páginas e inúmeras estratégias retóricas. Revisa-se repetidamente. Et voilà: surge um artigo.
P.s. Ground control to Major Tom: copiei o seu título, mas mudei algo pra disfarçar. Isso faz parte do jogo. Além disso, plágio referenciado não é plagio, é citação. De qualquer forma, aqui não é jurisdição da ABNT ou do CNPq...
Das teorias selvagens

“A masturbação mental dos acadêmicos é um dos pilares do mundo intelectual e da cultura como conhecemos...”
Na primeira vez que ouvi falar sobre esta hermana admito que não fiquei muito interessada. Já na segunda vez, uma divertida entrevista concedida a um conterrâneo me motivou a comprar seu livro. Assim, adquiri-o na primeira oportunidade que tive e mergulhei em suas teorias selvagens. Contudo, encalhei na metade. Frustrada, repousei-o na prateleira junto a outras leituras interrompidas cujo destino é incerto...
Depois disso, fiquei ainda mais desmotivada quando ouvi Xico dizer que ela deixou-o na mão na festa de Paraty (pelo menos, ele encontrou Luiza para consolá-lo). Porém, eis que me deparo com uma entrevista televisiva dela e esqueço todas as frustrações. Em primeiro lugar, porque finalmente aprendi a pronunciar seu sobrenome corretamente. Em segundo lugar, porque (mordam a língua jornalistas – certamente barangudas – que disseram o contrário) ela é linda, esbanja charme e carisma. Last, but not least, porque me identifiquei profundamente com seu jeito (pseudo)intelectual sarcástico e zombeteiro.
Ei, Pola! Quer vir aqui em casa confabular, cuidar das minhas orquídeas e me emprestar aquele batom com um tom de vermelho incrível, amiga?
P.s. para monsieur da Rosa: posso ser inserida entre as pessoas que vão herdar o terceiro item de seu testamento? Ou, se preferires, adotamos a comunhão total de bens (só a história de monogamia que não topo não, obviamente...)
Inquietudes femininas

Sim, minha cara, sei que tens conseguido disfarçar tua constante insatisfação. Mas tenho a impressão de que quando deixas a máscara de lado sentes que essa sensação sempre vai te acompanhar. Parece que nunca consegues decidir definitivamente o que queres, eu sei como é.
Do que vi em Brasília

