Sim, escrevo-te tudo o que eu queria dizer e mesmo assim sempre há um maldito PS. Às vezes ele está lá, escancarado no final do texto, como deveria ser. Afinal, essa é a abreviatura de post-scriptum – e até aí nenhuma novidade. O que você não sabe é que certas vezes dou um jeito de inseri-los no meio do texto: ora em alguma frase reescrita, noutras infiltrado entre hífens e parênteses – ou, até mesmo, nas entrelinhas. Na verdade, acho que você sempre sabe aonde eles estão. Sabe também que não são mera estratégia retórica (eu não preciso disto, preciso?) ou um simples “ah,antesqueeumeesqueça” (eles tem um significado maior que simples lapsos de memória, não?). Além disso, meu caro, eles não servem para sugerir que sempre há algo a mais a ser dito, para isso existem as reticências. Ainda assim, podem ser prepotentes, pois talvez sirvam para indicar que há algo mais naquilo que aparentemente está sendo dito, entende?
PS: isto não é uma provocação.
PPS: isto sim é uma provocação.
Nenhum comentário:
Postar um comentário