Acordei de um sono pesado e tomei consciência de alguma coisa: era eu.
Depois de algumas horas percebi - cognoscitivamente - que isso não era o suficiente, dependia de nós coletiva e intersubjetivamente.
Perplexo, pedi que me concedessem um pouco de atenção (natural) e atribuíssem significado a essa experiência. Não foi possível: compartilhávamos os mesmos símbolos, mas não falávamos o mesmo idioma.
Desesperei-me e busquei em meu estoque de conhecimento alguma solução. Porém, estava vazio. Como não havia alternativa, procurei então o sentido último da vida.
“Foi declarado morto há quase dois séculos, você ainda não sabia?”
Preferi não cortar os pulsos.
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