Um texto pode ser uma peça discursiva que tem o intuito de comunicar algo ao outro. Contudo, um texto também pode ser um mero amontoado de palavras aparentemente sem sentido. Quem dá significado ao texto é tanto quem o escreve, quanto quem o lê? Afinal, o autor não está morto, mas tampouco o está o leitor. (Roland Barthes, esse sim já está morto.)
Assim como Enrique, ela queria escrever como Miles Davis, que em todas as suas apresentações tocava o trompete de costas para o público. O que eles não percebiam – ou fingiam não perceber – é que, na verdade, era o mundo que dava as costas para eles. Ingênuos.
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