Após a seca, veio a enchente. Sem pretensões, cultivamos um jardim - utopista. Surgiram flores: deu par.
Quando anunciaste que vinhas, há muito já te esperava. Mas passou a primavera, com sua terna brisa pelos ares e calaram-se os cantares.
Ao ficar só, eu quis muito muito ter você aqui. Mesmo sem me oferecer sequer um café, pois não pedi mais que o seu silêncio.
Depois, quis te encontrar e ser tua paz. Precisei, mas sem exigir. E tudo o que eu tinha, também era teu.
Quando me fechei, você soube me abrir: pétala por pétala. Ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas.
Descobri que um beijo é só um beijo, mas as coisas que são fundamentais sempre vem à tona conforme o tempo passa.
Sem usar quase disfarce algum, abracei minha loucura antes que fosse tarde demais. Descobri que o inesperado também me agrada.
Ainda assim, hoje acordei e me perguntei: meu amor, cadê você? Não tinha ninguém ao lado.
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