- Por que te preocupas tanto? Relaxe e beba uma dose de whisky.
Disse isso sussurando no meu ouvido. Na verdade, talvez não tenha dito nada, mas foi isso que escutei. Afinal, não havia mais nada que eu pudesse fazer. Só pedi que deixasse alguma luz acesa. A escuridão absoluta me tem feito chorar – e eu não consigo lamber minhas próprias lágrimas.
Olhou-me carinhosamente (ou talvez com desprezo, pouco importa) e me serviu mais uma dose.
O passaport ainda está pela metade. E esse é o louco da crueldade: ela não poupa nem os seus asseclas (nos quais eu me incluo).
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