
Sim, minha cara, sei que tens conseguido disfarçar tua constante insatisfação. Mas tenho a impressão de que quando deixas a máscara de lado sentes que essa sensação sempre vai te acompanhar. Parece que nunca consegues decidir definitivamente o que queres, eu sei como é.
Não tenho uma resposta, nem garanto que será reconfortante ouvir o que tenho a te dizer. Obviamente, meu conselho não repousa em um lugar comum - o que é raro nestes tempos de Google, Dr. Phil e auto-ajuda.
O que penso é que não precisamos mais ser isto ou aquilo. A incoerência não precisa ser fonte de angústias, nem nos levar ao fim escolhido por Sylvia, Virginia ou Anna (cabeça no forno, fundo do rio e trilho de trem). É claro que seguimos sendo inquietas, mas podemos dar vazão às nossas inquietudes sem nos condenar por isso, entende? Podemos nos divertir com nossas contradições...
P.s. Sempre grata a Sabina.
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